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17 Feb 2013


  HORAS RUBRAS


Horas profundas, lentas e caladas
Feitas de beijos sensuais e ardente,
De noites de volúpia, noites quente
Onde há risos de virgens desmaiadas...

Ouço as olaias rindo desgrenhadas...
Tombam astros em fogo, astros dementes.
E do luar os beijos languescentes
São pedaços de prata pelas estradas...

Os meus lábios são brancos como lagos...
Os meus braços são leves como afagos,
Vestiu-os o luar de sedas puras...

Sou chama e neve branca misteriosa...
E sou talvez, na noite voluptuosa,
O meu poeta, o beijo que procuras!



(in Antologia de poetas Alentejanos)


           ~Zé Marques~

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